Solos
Nome, Identidade Visual e Universo de Marca
Dois restaurantes, solos diferentes, mas a mesma melodia.

O restaurante Solos nasceu do conceito da terra como ponto de partida de tudo que chega à mesa, a miscigenação de culturas que cada ingrediente carrega, e a música como metáfora da experiência gastronômica. Uma marca construída em camadas com foco no ciclo de vida do solo e renovação.
Seis meses após o lançamento em Porto Alegre, o cliente voltou com um novo desafio. O restaurante havia se estabelecido e agora precisava expandir, desta vez com foco nos insumos do litoral e numa área próxima do rio, cartão postal da cidade. Nascia assim o Solos Costero.

SOLOS
O desafio começou pelo nome. O briefing pedia algo curto, com significado em português e espanhol, para um restaurante latino-brasileiro com curadoria profunda de ingredientes e processos. Solos surgiu como resposta a tudo isso ao mesmo tempo.
A terra é a origem de grande parte dos ingredientes que chegam à mesa. Solos remete às raízes, à miscigenação, ao encontro de culturas que cada ingrediente carrega consigo. E há ainda o paralelo musical: assim como músicos criam seus solos individuais que juntos formam uma sinfonia, os especialistas em culinária e coquetelaria do restaurante constroem seus cardápios, que combinados criam a experiência completa do espaço.
A identidade visual foi construída sobre esse universo. As linhas da partitura ganharam liberdade para criar grafismos e ilustrações que representam a terra e o mar, formando linhas topográficas que atravessam toda a linguagem da marca, do cardápio ao jogo americano, da sacola ao copo.


SOLOS COSTERO
Com pouco mais de seis meses de Solos em Porto Alegre, o cliente voltou com um novo desafio: criar uma identidade para uma filial no Barra Shopping Sul, com foco nos insumos do litoral e próxima à água. A diretriz era clara: a nova marca precisava conversar com o Solos original sem ser uma cópia dele.
A resposta veio de dentro da própria marca. Voltamos aos elementos gráficos da partitura original e encontramos nas pausas musicais a forma que precisávamos: horizontal, fluida, imediatamente associada ao mar e às ondas. A letra E do lettering foi redesenhada com a mesma lógica, mais minimalista e conectada aos símbolos da partitura. O posicionamento de Costero na marca foi deslocado intencionalmente, representando algo próximo à costa, não centralizado.
A paleta manteve a mesma origem do Solos, mas com ajustes precisos: o azul do mar permaneceu, o marrom escuro da terra virou um tom de areia, trazendo mais respiro. Os grafismos antes topográficos passaram a representar o movimento das ondas. Conexão com a origem, personalidade própria.
cliente: Marcelo Pereira, Gustavo Nichterwitz e Jackson Prado
design gráfico: Larissa Mancia e Felipe Knop + Pocket Digital e The Odds Studio
imagens: Acervo pessoal









